Segunda edição do projeto Unimanas será online

O projeto busca proporcionar um espaço onde as universitárias possam apresentar suas pesquisas científicas à comunidade. O período para envio de resumos dos trabalhos iniciou nesta segunda-feira (22) e termina no dia 3 de março às 23h59

O projeto Unimanas, composto por mulheres de diferentes cursos na organização, é uma iniciativa do Coletivo Não Vão Nos Calar que luta contra o assédio dentro do espaço acadêmico e profissional. O Unimanas teve a primeira edição realizada no ano de 2020, na praça  Floriano Peixoto, durante o 8 de março –  data que comemora o Dia Internacional da Mulher.

Foto: Divulgação

A edição deste ano ocorrerá dentro da programação do 8 de março novamente, dessa vez sem a exposição presencial dos trabalhos, como ocorreu na primeira edição. Em respeito às normas sanitárias e de prevenção ao COVID-19, o evento será online e gratuito,  às 14h via Google Meet.  O edital para submissão de trabalhos e o formulário de inscrição para ouvintes também estão disponíveis nas redes sociais do coletivo: @naovaonos no instagram e Não vão nos calar no Facebook. 

 O maior objetivo do projeto é dar suporte às mulheres pesquisadoras amapaenses, promovendo um espaço para apresentação das pesquisas acadêmicas à comunidade. De acordo com Alícia Miranda, organizadora do Unimanas, o propósito do projeto se coloca como impulsionador em razão da vivência de mulheres na academia ser extremamente entrelaçada com o machismo, sexismo e até com problemas psicológicos e emocionais, como a síndrome da impostora. 

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“Nós constantemente somos empurradas para fora dos grupos de pesquisas, desmotivadas por professores, questionadas sobre nossa qualificação e etc. Então proporcionar um espaço onde essa pesquisadora se sinta acolhida e reconhecida pela sua produção científica é a nossa maior meta enquanto projeto”, diz Alícia. 

Foto: Exibição dos trabalhos da primeira edição do Unimanas na praça Floriano Peixoto.

Quanto à expectativa, as idealizadoras do projeto esperam que as acadêmicas de vários estados brasileiros possam participar ao contar com a maior acessibilidade do mundo virtual.

 “Acreditamos que esse ano, mais do que nunca, o projeto se coloca como uma ação política frente aos tantos ataques que a educação e a ciência brasileira vem sofrendo durante esse atual governo. Muitas bolsas foram cortadas, o descaso que as universidades públicas sofreram foi total escancarado ao se tentar aprovar a continuidade do ensino EAD e outras mazelas que sofremos.”, diz Alícia.

Foto: Organização do Unimanas

A coordenadora do projeto acrescenta ainda que a produção científica não parou e em especial muitas mulheres continuaram produzindo conhecimento. Alícia acredita que possibilitar um espaço de discussão e divulgação dessas pesquisas nas mais diversas áreas promovem um incentivo às  pesquisadoras continuarem com seus trabalhos e acreditando no próprio potencial.

“Foi muito gratificante ver instituições como a Anpuh-AP acreditarem no nosso projeto e se colocarem à disposição para ajudar. Mas principalmente as mulheres que participam do projeto Unimanas, porque sem a presença delas seríamos só um sonho e não uma realidade”, conclui Alícia.

Para mais informações, acesse as redes sociais do coletivo e participe!

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Mari Guedes

Estudante de Jornalismo, apaixonada por jogos eletrônicos e crio histórias nas horas vagas.

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