Museu do Negro Gertrudes Saturnino busca valorizar a cultura local, mas ainda de forma tímida

Museu do Negro foi criado para que história e a cultura raiz do estado serem protegidas e divulgadas

Para a história e a cultura raiz do estado serem protegidas e divulgadas, a Prefeitura de Macapá, por meio do Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (IMPROIR), criou em 2009 o Museu do Negro Gertrudes Saturnino.

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Dona Gertrudes Saturnino junto ao mestre Julião Ramos, foi uma das matriarcas e se tornou um grande símbolo de resistência e amor a cultura negra do estado. “Este museu é importante não só para o povo do Marabaixo, mas também para a sociedade amapaense em geral, nós passamos por um processo de desconhecimento da população amapaense de toda essa contextualização da história do Marabaixo, dessas personalidades que foram e que são para a gente de suma importância, pois foram quem sustentaram toda essa tradicionalidade, toda essa herança cultural dos nossos ancestres.”, afirmou Laura do Marabaixo, descendente de Julião Ramos e importante figura cultural do estado.

Laura do Marabaixo (Foto: Acervo Pessoal)

Apesar de sua importância, em seus primeiros anos não havia nenhum tipo de valorização e promoção do museu, após alguns anos chegou a ser divulgado, ganhando certo destaque. Seu formato itinerante, contribuiu para que seus elementos fossem levados para vários polos educacionais e eventos específicos.

Atual diretora-presidente do IMPROIR, Maria Carolina Monteiro, esclarece que hoje o museu funciona tanto de forma itinerante como presencial. “Hoje, o museu está em uma sala dentro do IMPROIR, geralmente ele é aberto à visitação, nós temos uma biblioteca, abrimos para estudantes, mas em razão da pandemia, as visitas estão suspensas.” Atualmente, o espaço contém materiais do Marabaixo, do Batuque, e objetos das louceiras do Maruanum, além de uma vasta biblioteca que traça os conteúdos e informações sobre a cultura negra de Macapá.

O fato de funcionar dentro de uma repartição pública faz com que dificilmente os elementos do museu chegam a ser apresentados a turistas e público da cidade no dia a dia, sendo assim, tendo um déficit no exercício de seu objetivo, por isso, há um projeto de se criar um prédio separado ao IMPROIR, como destaca a diretora-presidente. “Existe no nosso plano de instalação, o projeto de tornar ele independente do IMPROIR, com um prédio só para ele, com coordenações, com auditório multiuso, com a sala de exposição, tornando-o realmente um museu, que é o objetivo que a gente propõe para ele.”

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Ter um espaço físico já é um sonho antigo de todas as lideranças negras, repassar suas culturas e manifestações é visto como uma de suas prioridades. “Eu sempre digo que a gente vive em uma Amazônia afro amerindia porque você chega no estado do Amapá, muitas pessoas vêm com a mente de que aqui só vão encontrar a comunidade indígena, mas aqui você se depara com mais de 70% de população preta e parda, nós somos a maioria, com mais de 36 comunidades quilombolas, muitas já reconhecidas pela fundação palmares, então é inegável dizer que precisamos de um espaço nosso”, afirma Laura do Marabaixo.

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Lucas Mota

Lucas Mota

Estudante de jornalismo da Faculdade Estácio de Macapá, tenho como especialização o jornalismo esportivo através da empresa Futebol Interativo, além disso tenho experiências em produção de emissora de televisão e assessorias de comunicação.

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