Muito mais do que um joguinho: E-sports começa a se desenvolver no Amapá

E-sports vem ganhando vários adeptos no Amapá ganhando inclusive uma lei que estabelece o “Dia Estadual do Esporte Eletrônico”

Em 2019, a Assembleia legislativa do Amapá, formalizou o Projeto de Lei nº 0041/19-AL que estabelece o “Dia Estadual do Esporte Eletrônico”, a ser comemorado, anualmente, no dia 20 de maio, além disso, o projeto de lei estabelece a nomenclatura de “Atleta” para os praticantes.

A lei, é um resultado do aumento da adesão a esse tipo de esporte no estado com a profissionalização dos nossos atletas, mostrando seu sucesso em vários cenários, como o Paulo “psk1” Augusto, campeão mundial de Rainbow Six Siege e Rodrigo “Rood” Ramos, jogador profissional de Free Fire que atuou na última temporada na equipe Pain Gaming, uma das principais equipes de E-sports do país.

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“Rood” como é conhecido no cenário competitivo de Free Fire, destaca que para se tornar um cyber atleta em qualquer jogo, é tão difícil como se tornar um atleta de alto nível em outros esportes. “Para se tornar um atleta de E-sports é bem complicado na verdade, porque tem que se dedicar muito, tem que treinar muito, e as vezes as pessoas não tem essa dedicação, porque acham que vai ser fácil, que vão conseguir as coisas sem esforço, mas na verdade é possível comparar a entrada neste mercado a uma vaga em um concurso, por exemplo, tem mil pessoas querendo aquela vaga, quem se dedicar mais, quem se sacrificar mais, quem treinar mais e trabalhar mais, é a pessoa que vai conseguir.”

Apesar dos sucessos individuais ainda não tivemos nenhuma grande conquista de organizações 100 % amapaenses, mas várias tentativas de emplacar esse sucesso já foram estabelecidas, como a criação da equipe de Free Fire do Ypiranga Clube, que não obteve muito sucesso nem regionalmente. Por outro lado, a equipe Sons Of North vem se desenvolvendo e se destacando nos últimos campeonatos de Counter Strike, sendo campeões de campeonatos realizados em Belém e no Amapá.

“Quem mora aqui conhece a realidade na qual estamos inseridos e sabe que não temos muitas empresas ou grandes corporações, contudo, existem algumas empresas fortes e sólidas em nosso estado que ainda não entendem o poder que os esportes eletrônicos têm como meio de divulgação para seus produtos e para suas marcas. O cenário lá fora (Estados Unidos, Europa) é gigantesco pois tanto o setor privado quanto o setor público entenderam que investir na maior economia de entretenimento gera retornos exorbitantes.”, comentou Itanaã “Ita Ita”, um dos jogadores e organizadores da equipe Sons Of North.

O investimento público no esporte eletrônico ainda é muito tímido, tanto em âmbito regional como nacional, comparando com outras modalidades esportivas, como futebol, vôlei e basquete, o esporte eletrônico não recebe nem 1% de investimento do que eles recebem, por causa do início de desenvolvimento do esporte, e muitas vezes, também ainda por causa do preconceito que há em admitir que é possível reconhecer o “videogame” como esporte.

A Secretaria de Estado de Desportos e Lazer (SEDEL), nos informou que está começando a investir nesse cenário, hoje, ela já é parceira de campeonatos, como o Amapazão de Counter-strike que vai acontecer dia 27 de fevereiro, e busca novas parcerias em competições, já que durante a pandemia os esportes eletrônicos se tornaram além de tudo, uma saída para os jovens se divertirem dentro de suas casas e transmissões bateram recordes, chegando a ter mais de 500 mil pessoas assistindo ao vivo.

“Eu nunca vi a comunidade crescer tanto quanto nos últimos 12 meses. Já recebi propostas grandes para realizações de eventos onde a premiação para os vencedores é inimaginável pensando em nível regional. Isso mostra o interesse do mercado. O futuro é tecnológico e os games nada mais são do que pura tecnologia, seja pelo computador de última geração que é comprado para rodar games atuais, seja pelos consoles com gráficos cada vez mais absurdamente realistas.”, afirmou Itanaã.

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O E-sports já reconhecida como esporte, já é um sucesso, e já se estabeleceu na maior parte do país, faltando apenas grandes eventos e grandes organizações em regiões mais periféricas, como o Amapá.

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Lucas Mota

Estudante de jornalismo da Faculdade Estácio de Macapá, tenho como especialização o jornalismo esportivo através da empresa Futebol Interativo, além disso tenho experiências em produção de emissora de televisão e assessorias de comunicação.

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