Drones ajudam a monitorar queimadas e desmatamento em áreas remotas da Amazônia

WWF-Brasil utiliza a tecnologia para apoiar as comunidades da região amazônica no combate ao fogo e ao desmatamento

A utilização de veículos aéreos não tripulados – popularmente conhecidos como drones – para monitorar área remotas da Amazônia foi a forma encontrada pelo WWF-Brasil para ajudar as comunidades locais no combate ao desmatamento e queimadas na região.

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A ideia, que iniciou no ano de 2019, é monitorar esses territórios e tentar antecipar problemas. Atualmente o projeto dispõe de 18 drones para 17 organizações de 5 estados da Amazônia – num investimento que, apenas em equipamentos, soma cerca de R$ 300 mil. Além disso, essas organizações recebem capacitações e outras ferramentas que otimizam o uso dos dados gerados pelos drones, como GPS, telefones celulares e notebooks.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em julho de 2020 foi registrado um aumento de 28% nos índices de queimadas na Amazônia em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo foram 6.803 focos em 2020 contra 5.318 em 2019. Por esse motivo, o WWF-Brasil decidiu usar essa tecnologia para tentar frear esse crescimento.

Entre as organizações que estão recebendo esse apoio destes equipamentos estão o Batalhão de Policiamento Ambiental do Acre; a Apitem (Associação do Povo Indígena Tenharim Morõgwitá), no Sul do Amazonas; a Amoprex (Associação dos Moradores e Produtores da Reserva Extrativista Chico Mendes), em Xapuri, no Acre; o Instituto Kabu, no Pará; e as prefeituras das cidades amazonenses de Boca do Acre, Apuí e Humaitá.

Um dos locais onde essa experiência tem surtido resultados bastante positivos é na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia, que possui 1.867.117 hectares. Lá, os próprios indígenas têm utilizado um drone para vigiar seu território, o que tem ajudado na denúncia de crimes ambientais.

“Com a chegada dos drones, o trabalho de monitorar nossa região ficou muito mais fácil”, afirmou o coordenador da Associação do Povo Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, Bitaté Uru-Eu-Wau-Wau, de 20 anos.

O indígena relata que os drone possibilita o monitoramento de áreas bastante remotas, que acabam sendo alvo desses crimes ambientais.

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“A primeira vez que usamos o drone por conta própria nós encontramos uma área desmatada enorme, muito próxima das rotas que utilizamos dentro da Terra Indígena, mas que jamais imaginávamos que fosse atingida pelas invasões e pelo desmatamento. Por terra a gente não acha o que acha com o drone”, relatou.

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