A arte de dançar: expressão de amor, talento e dedicação

Jovens bailarinos amapaenses vão em busca de sonhos além das fronteiras

Por: Deise Silva e Mônica Peixoto

A dança é uma parte integral da cultura humana, e vem se inovando através dos tempos. Seus gêneros e estilos são diversificados, abrangendo diferentes públicos e amantes ao redor do mundo, como o Ballet clássico, dança contemporânea, hip-hop, street dance, diversas vertentes do jazz e entre várias outras modalidades.

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Dançar possui inúmeros benefícios, tanto para a saúde física quanto mental, além de ser um ótimo hobby. Contudo, existem pessoas que adquirem um amor tão grande por esta arte que querem segui-la como profissão.

“Antes era um hobbie, depois eu descobri que queria levar a dança para minha vida. Hoje eu vivo para isso.”

Camilli Ribeiro tem 18 anos e começou sua trajetória na dança aos 11 anos em um projeto social da sua escola em Macapá. Ela relata que sempre gostou de dançar e se sentiu mais motivada a começar as aulas quando suas amigas se inscreveram. Seu estilo favorito é o Ballet Clássico, ao qual ela se dedica diariamente.

A bailarina revela que não nasceu com “o dom” de dançar a e precisou se esforçar muito para alcançar seu atual nível no ballet. “Eu não nasci talentosa, e não era aquela aluna que era a escolhida para ser solista, a que nasceu flexível e tinha boa coordenação motora… eu era péssima, mas depois que eu comecei a investir de verdade, algumas coisas começaram a acontecer”.

Após tanto esforço e dedicação, a jovem já começa a colher frutos de seu trabalho na área, ganhando competições e conquistando bolsas nacionais e internacionais de dança. “Eu ganhei uma bolsa da diretora da Cia [Companhia] de Ballet do Rio de Janeiro, para passar duas semanas lá em janeiro de 2022, e para o mesmo ano uma bolsa para o Programa de Verão da Anteneo Della Danza School em Sienna, na Itália. Ano passado eu também consegui a minha primeira medalha em um festival no Pará”, conta.

Após nossa entrevista, Camilli recebeu um e-mail de aceitação para o curso profissional na Victoria Academy Of Ballet na turma de 2021-2024 no Canadá e ficou bastante emocionada com a notícia.

A jovem, que considera-se perfeccionista, diz já ter ouvido diversos comentários negativos sobre sua dança, até mesmo de professores, mas sente que hoje em dia inspira outras pessoas que possuem o mesmo sonho que ela. “Eu acredito que sim. Eu inspiro os meus amigos e algumas pessoas daqui. Já tiveram algumas meninas que me mandaram mensagens falando que os meus posts ajudavam muito elas e que eu era uma inspiração […] o que me deixou bastante surpresa porque eu sou a pessoa que mais me diminui, e quando essas pessoas começaram a aparecer eu fiquei bastante surpresa”, revela.

Sobre inspirações, Camilli tem muitas, especialmente seus amigos. “Cada um deles tem um talento único, e observando cada um deles eu aprendo muito e tento absorver um pouquinho pra mim, para eu criar a minha própria identidade aprendendo com eles. Todos os professores de dança que já passaram pela minha vida também são. E a maior delas é a Marianela Nunes, primeira bailarina do Royal Ballet de Londres. Ela consegue passar uma magia ao público”.

No universo da dança: Quadrilha, Ballet, salão, urbanas e outras vertentes

Assim é possível conhecer a trajetória de Mayck Fridman, bailarino amapaense de 27 anos com performances ecléticas ao longo de sua carreira. Ele conta que desde criança sempre gostou de dançar e cantar, algo que veio a fluir durante a vida. Apesar de ter experimentado vários ritmos, confessa que tem preferência por ballet clássico e dança contemporânea.

O Bailarino Mayck Fridman

Todo esse processo de aperfeiçoamento e dedicação proporcionou conquistas pessoais ao bailarino como medalhas, troféus, 1° lugar em festival, conhecimentos e interação social com famosos. Mas para alcançar seus objetivos também passou por dificuldades e a falta de apoio foi uma delas: ” Já recebi comentários negativos da minha família, não acreditavam no meu potencial mas hoje em dia é tranquilo. Passei a competir e ganhei mais respeito deles”. Mayck, inclusive, ressalta que teve dificuldades em conciliar trabalho e estudos.

Suas inspirações também foram reveladas, ele afirma que admira o profissional Thiago Soares, bailarino brasileiro com grande desenvoltura. Outro ponto esclarecido também foi a rotina e como ela foi alterada durante a pandemia: ” Uma das maiores mudanças foi a aula Online, não é a mesma coisa, principalmente de dançar que tem muitos detalhes” .

“O RECONHECIMENTO É INCRÍVEL”

O bailarino comenta que trabalha muito duro para ter resultados e espera que sua história possa inspirar outras pessoas a não desistirem dos seus sonhos mesmo com todos os obstáculos.

Data comemorativa

No dia 29 de abril é comemorado o Dia Internacional da Dança em diversas partes do mundo. A data, instituída em 1982 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), tem como objetivo chamar a atenção sobre a importância da dança para o público geral, e também incentivar governos do mundo todo a apoiar uma das mais antigas expressões artísticas da humanidade.

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O Comitê Internacional da Dança (CID) da UNESCO, escolheu este dia por ser a data do aniversário do mestre francês Jean-Georges Noverre (1727-1810), considerado um dos criadores do Ballet Moderno.

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Mônica Peixoto

Pupila de jornalismo, apaixonada pela arte e pela comunicação.

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